23 julho 2014

RESENHA: Máscara - A Vida Não é Um Jogo


Páginas: 368
Editora: Novo Século (Novos Talentos da Literatura Brasileira)
Autor: Luiz Henrique Mazzarom
Sinopse: No mundo de Domus, a morte é a moeda que alimenta o jogo. E a verdade pode custar a vida. Liam é um garoto que viveu por muito tempo isolado devido aos constantes castigos do sádico tio, um carrasco ex-militar. Porém, inesperadamente, surge uma entidade maléfica, uma figura das trevas trajando uma máscara, e passa a o perseguir, levando-o a participar de um jogo num mundo surreal, chamado Domus. Junto a um grupo, Liam parte para uma experiência alucinante, em que os pecados da humanidade serão colocados em xeque, como numa espécie de julgamento. Um combate onde o principal objetivo do adversário é mostrar o quão odiosa é a raça humana… Mas ainda há muitos mistérios que rodeiam este intrincado jogo. Por qual motivo a criatura possui tamanha obsessão por ele? E vale a pena prosseguir, já que a morte é a única certeza?



Nota:

Olá pessoal! Estive sumido essa semana, tudo por culpa da Xirley (apelido carinhoso do meu pc), acho que ela está de TPM, mas bem, aqui estou eu de volta!

O livro é narrado em terceira pessoa e conta a história de Liam. Após a morte misteriosa de seus pais ele passa a conviver com seu sádico tio Sergey, um ex-militar de temperamento agressivo. Sergey agredia Liam constantemente, o fazia passar fome, dentre outras atrocidades.

Quando Liam tinha 7 anos, chamada pelos vizinhos, uma assistente social aparece em sua casa e, ao ver o estado em que o garoto se encontrava, tentou leva-lo dali. Entretanto, Sergey não queria perder o garoto e tenta agredir a assistente e depois pegar Liam. Após uma sequência de acontecimentos, Liam consegue fugir e é levado por policiais para um orfanato.

Mas ele não estava seguro, um ser mascarado quer Liam a todo custo e irá matar qualquer um para consegui-lo. Segue-se um verdadeiro massacre e os sobreviventes - Craig, um chefe de policia, Sylvia, a secretária da delegacia, Irmã Clarisse, Linda e sua filha Jéssica, além de Liam. Todos partem para bem longe, para uma cidade distante, onde recomeçam um nova vida.

Anos se passam e Liam agora é um adolescente e mora numa grande mansão com os outros sobreviventes. Um dia, durante uma festa na mansão, ele se vê atraído por uma garota loira e, após a noite da festa, ele começa a agir estranhamente e num surto de violência ele ataca Jéssica e é enviado para um clinica psiquiatra. Entretanto a clínica é atacada e Liam é capturado pelo ser sombrio que tanto o cobiçava.

Liam acorda sem saber onde está, ele caminha por um túnel e se vê em uma sala escura, uma luz se acende e ele vê dez cabines a sua frente, um cronometro na parede e uma voz começar a soar de auto-falante.


"-Vamos, Liam - pressionou a voz. - O cronômetro está na parede. Quem vive? Quem morre? A decisão é sua."

Bem, serei curto no meu comentário, o livro é incrível! Ele é cheio de ação do começo ao fim e me deixou apaixonado. A escrita é muito envolvente, digo mais, ele amarra a gente como uma camisa de força!
O enredo é uma mistura de fantasia, terror, Jogos Mortais, zumbis.

O livro envolve toda uma filosofia. Nele temos muito personagens, não sabemos de que lado eles são, do que são capazes ou se eles são confiáveis. No decorrer da estória temos muitas mortes e o autor não perdoa ninguém, nem os personagens bonzinhos. Teve momentos que eu torcia para certos personagens se salvarem, doce ilusão...

Por falar em personagens, o autor os desenvolveu muito bem, são todos completamente diferentes. E o vilão é um verdadeiro vilão, cruel e sem coração. Meu personagens favoritos são a Kelly (Diva! Poderosa! Glamurosa!) e a BABY (pena que se eu encontrasse com ela viraria lanchinho ('-')).

Florestas sombrios, circo dos horrores, hospital abandonado, estes são alguns dos cenários que compõe este maravilhoso livro!
“As pessoas riem e sorriem. Sorrisos falsos. Máscaras. É isso que me fascina em vocês.”

Bem, é isso. Um livro nacional que se tornou meu favorito! Pra quem curte um livro de suspense e terror, Máscara é um prato cheio.

Vale lembrar que este é o primeiro volume de uma série e o segundo ainda não foi lançado. Quero logo a continuação, porque não me aguento de curiosidade.


Por hoje é só. Se quiserem, acessem o meu blog para ver mais resenhas minhas (clica aqui ô). Bjs, tchau.

21 julho 2014

RESENHA: Maybe Someday

 
Páginas: 370
Editora: Atria Books
Autor: Colleen Hoover
Aos vinte e dois anos de idade, Sydney tem uma grande vida: Ela está na faculdade, trabalhando em um emprego estável, apaixonada pelo seu maravilhoso namorado, Hunter, e dividindo o quarto com sua melhor amiga, Tori. Mas tudo muda quando ela descobre sobre o que Hunter fez para ela - e ela fica tentando decidir o que fazer a seguir.
Sydney torna-se cativada pelo Ridge, seu misterioso vizinho. Ela não pode tirar os olhos dele ou parar de ouvir a forma apaixonada que ele toca seu violão todas as noites fora de sua varanda. E há algo sobre Sydney que não se pode ignorar, também. Quando o encontro inevitável acontece, eles logo vão encontrar-se sendo a necessidade um do outro
em mais de um sentido ...
.
* Tentei traduzir da melhor forma possível.


Nota:
 
Minha primeira resenha de um livro em inglês, então, vou tentar fazer de uma forma confortável para todos, ok? Me avisem nos comentários, caso prefiram de outra forma ( tudo traduzido, no idioma original etc ). Chega de enrolação e vamos lá?
 
Desde que eu li o primeiro livro da Colleen Hoover (autora de Métrica, Pausa e Um Caso Perdido), uma vez que provavelmente foi o meu primeiro contato com o gênero new adult,  já se tornou uma das minhas favoritas. A questão é que a autora consegue transformar os seus livros, propriamente para essa fase que é a transição para o mundo adulto, e ao mesmo tempo ser jovem ainda. O melhor ainda é que os personagens estão entre a fase de 17 aos 23 anos e em alguns casos, estão na escola ainda. Ao focar em traumas e desafios dessa faixa etária, digo com todo o respeito, Colleen é a prova de que sabe o que faz e para que público escreve, ao contrário de muitos escritores por aí que diz que escreve para os jovens adultos com conteúdo nada haver.

         O livro de hoje será Maybe Someday ou "Algum Dia Talvez" no nosso idioma rss.

“Sometimes in life, we need a few bad days in order to keep the good ones in perspective.”
*As vezes na vida, nós precisamos de um pouco de dias ruins para manter os bons em perspectiva.

Sydney está em uma fase da sua vida onde tudo está no seu lugar, não perfeito, mas no lugar certo. Algo parece faltar. Um desses momentos é se sentar na varanda com o intuito de resolver as lições da sua faculdade de arte e ouvir, o seu vizinho do outro lado tocar violão. As músicas parecem não sair da sua cabeça, assim como o dono dessas melodias. Durante essas horas, ela consegue criar letras para essas canções, cantarolando.
 
Ridge está atualmente em um bloqueio de inspiração, ou como ele próprio diz, ainda não encontrou a sua "musa". A banda do seu irmão está precisando de novas músicas e aquela moça parece que possui a letra que completa suas criações, então, que mal pode ser em juntar esses talentos? Ele tem a melodia, ela a letra. Perfeito, não? Sydney não esperava escrever canções através de mensagem de celular, contudo, esperava muito menos de ser traída pela as suas costas. Magoada e solitária, tentada voltar para a  casa de seus pais que não aprovam a sua carreira, acaba indo morar com Ridge e seus amigos. Enquanto escrevem juntos, algo começa a se formar. Entretanto, reprimir essas reações pode ser a decisão correta?
 
 "People try to bottle up their emotions, as if it's somehow wrong to have natural reactions to life". 
 * As pessoas tentam reprimir suas emoções, como se fosse de algum modo errado ter reações naturais para a vida.
 
Posso dizer que é possível notar o amadurecimento da autora em relação do livro Métrica. E sim, Maybe Someday é um livro maravilhoso. Com uma estória que aborda traumas, deficiências, doenças e com diálogos e sacadas inteligentes, não tem como não admitir que Colleen está no seu caminho certo. Dividido entre a narração de Sydney e Ridgey, conseguimos ter uma ampla visualização dos sentiments de ambos. Eu até me incomodava de ler sobre o ponto de vistas de duas pessoas, entretanto, notei que é uma ótima escolha se o autor tornar o horizonte mais amplo e não repetitivo. Só posso dizer que Hoover criou personagens inspiradoradores. Ridge merece entrar para a história, pois ele toca incrivelmente, apoia seus amigos, tem um senso de humor infalível e tudo isso mesmo sendo...sem spoiler haha. Leiam para saber, está bem?
 
 
Enfim, recomendo para todos. Só tenho que ressaltar que as quatros pimentinhas é porque o final ficou um pouco aberto. Minha colega até sugeriu que poderia ter uma continuação, mas acho que talvez não seria uma boa coisa. Não que foi incompleto, só faltou algo, sabe?
 
Não sei se ele já possui previsão de lançamento aqui no Brasil, porém, se alguém ficar sabendo, me avisem. Quem sabe, eles publiquem rápido, algum dia. Talvez.
 
“There will never be a maybe someday.” 
 
É isso por enquanto, mas quero dizer que foi uma ideia genial da Colleen, em colocar os personagens para conversar através da mensagem, antecipando o grande BOOM. Por esse fato, pessoal, é melhor ler agora mesmo. Pronto, vou me controlar e não vou elogiar mais.

Vocês podem comprar o ebook aqui e o livro físico aqui.

O mais legal é que as músicas foram criadas especialmente para o livro e podemos conferir na internet (as músicas originais criadas para Maybe Someday pelo o músico Griffin Peterson pode ser acessado através do site listado no ebook e paperback).
 
Acessem o meu blog aqui, se quiserem, é claro.
Até a próxima!

15 julho 2014

RESENHA: Os 13 Porquês


 
                                                                   
Páginas: 256
Editora: Ática
Autor: Jay Asher
Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker - uma colega de classe e antiga paquera -, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento     


Nota:

 
 Olá, pessoal. Sim, eu sei. Estou fazendo mais uma resenha de cinco pimentinhas e não, não acho todos os livros do mundo legal. Vamos dizer que ando com sorte em relação de boas histórias ou talvez seja a minha obsessão em busca de ótimos livros ( provavelmente isso). Hoje o tema é forte e tem uma grande lição  escondida, vamos lá?
 
O que aconteceria se um pacote sem remetente fosse aparecer na sua porta? Você ficaria curioso? Tentaria olhar dentro? Aposto que a maioria disse sim ou não. Tudo depende de um ponto de vista. A questão é, qual escolha seria a melhor se sua vida estivesse em jogo? Seguir todos os passos ou abandonar o pacote e esperar as consequências? Afinal de contas, tudo pode ser apenas um blefe sem graça de algum colega. Porém, parece que participar desse "jogo" é a única solução para evitar confrontos futuros. Provavelmente a maioria vai fazer isso e foi exatamente que Clay fez.
 
Você não pode interromper o futuro, nem modificar o passado. O único jeito de descobrir este segredo é apertando play.
 
 Clay acaba recebendo uma caixa em seu nome. Dentro das caixas existem sete fitas cassetes e cada uma delas possui um número escrito com esmalte nos dois lados, exceto a última que só tem o número treze.  Quando o rapaz resolver ouvir a primeira fita, ele reconhece a voz familiar. Conhece para o seu desgosto. A pessoa que fala através das fitas é nada menos que Hanna Baker, a garota que ele estava a fim e que também...estava morta. O que aconteceu para Hanna se suicidar? Ninguém sabe e ninguém vê até que seja tarde demais.
 
Bem, tenho que dizer que "Os 13 Porquês" foi uma surpresa para mim. Já tinha tentando ler uma vez e abandonei, mas resolvi dar uma chance e a única coisa que posso dizer é que esse livro me cativou. O livro é dividido entre a narração de Clay e a narração de Hanna pela a gravação. Em todo o livro é possível verificar a angústia de Clay por ele ficar sabendo sobre as coisas que acontecia ao redor e perceber que aquela aluna precisava de ajuda e não pode fazer nada. Pelo o contrário do que estão pensando, esse não é um livro feito para derramar lágrimas e sim, para refletir ( não que o livro tenha as suas partes tristes, sabe ). Na maioria das vezes, podemos notar um certo tom sarcástico na voz de Hanna. É como se ela já estivesse determinada para fazer aquilo. Como algo totalmente sem volta e solução.
 
Fiquei pensando em suicídio. Na maioria das vezes, era apenas um pensamento passageiro. Eu queria morrer. Pensei nessas palavras muitas vezes. É algo difícil de dizer em voz alta. É ainda mais assustador quando você sente que pode estar falando sério. 
 
 Devo dizer que Jay Asher explorou muito bem os personagens. Clay é o tipo de cara que é conhecido pela a fama de ser legal. Tudo nele é certo e legal. Suas notas, seu comportamento, suas ações. Até quando estão falando pela as suas costas são sobre assuntos bons. Não há nada de errado, então porque ele foi parar na lista de Hanna? O que ele causou que a ajudou a tomar a iniciativa de suicídio? Nem ele mesmo sabe. O professor de Língua Inglesa, o primeiro garoto que ela beijou, sua amiga. Todos estão na lista. A lista das pequenas e aparentemente de coisas inúteis e insignificantes que podem ser fatal. É exatamente esse o ponto alto que eu vou levar da história como lição de vida. Espero que todos também levem para sempre depois de ler. Uma palavra, um pequeno gesto, pode salvar ou arruinar uma pessoa. Não que seja um típico drama  tentando chamar a atenção ( fala sério. Uma palavrinha só? Talvez faça essa pergunta para si mesmo ). É muito mais. Pequenas coisas vão ficando maior. Agora pode ser uma pequena bola de neve, amanhã será uma avalanche.
 
 Amei cada pedacinho do livro. É tocante. O final então, foi como se o autor escreveu o que eu queria, sabe? E mesmo assim, fiquei com vontade de pular as páginas invisíveis e ler a incrível história que renderia. Se ficaram curiosos, basta embarcar nessa leitura, apertar o play e descobrir a verdade dos 13 porquês.
 
Era exatamente isso que eu queria para mim. Queria que as pessoas confiassem em mim, apesar de qualquer coisa que tivessem ouvido. E, mais do que isso, queria que me conhecessem. Não aquilo que pensavam saber a meu respeito. Mas eu de verdade.



 
Já estava esquecendo de uma coisa. Clay entrou para a minha lista de personagens favoritos. Ele realmente é legal.

Vocês podem me achar também no meu blog, acessando aqui.
 
Até a próxima!


11 julho 2014

RESENHA: O Cheiro da Morte e Outras Histórias


Páginas: 80
Editora: Biruta
Autor: Ieda de Oliveira
Sinopse: Você já sentiu o cheiro da morte? Prepare-se para entrar nesse mundo macabro dos contos de Ieda de Oliveira. São histórias tenebrosas mas, ao mesmo tempo, repleta de humor. Em cada conto você encontrará personagens diferentes, cheios de esquisitices e causos misteriosos para contar! Encha-se de coragem e pegue seu amuleto da sorte. Você vai precisar!











Nota:

Oi pessoas, como estão nessa sexta-feira? Estou bem e por isso, vim falar sobre a minha experiência com esse livro. Vou ser sincero, eu o peguei achando que ia ser o melhor livro que já li, que ia me assustar e coisa e tal (já que eu amo de paixão livros de terror), e a sinopse é bem legal também, mas esse livro não foi muito bem o que eu esperava.

Ele é um livro com alguns contos de "terror" com um pouco de "comédia", o que acabou o tornando um meio termo, nem um nem outro. Não tinha os itens nessessários para fazer dele um livro de terror e eu e faltou um pouco mais na parte da comédia (eu saberia dizer que é de comédia, porque eu sou muito palhaço e rio de qualquer coisa, mas não ri tanto assim do livro).

Ao todo são nove contos abordando assuntos diferentes, mas com essa mesma pegada de terror e comédia que contém em todo o livro.

Nao nego que gostei de dois contos, mas não posso nem resumi-los aqui pois eles tem cerca de duas páginas cada um. São eles A Mudança e Uma Relação Perigosa, esses são bem legais em comparação aos outros.

Quanto a escrita da autora eu achei bem interessante o fato de ela conseguir colocar alguns detalhes em lugares que eu particularmente não conseguiria. Em todo o livro você terá uma leitura bem leve e isso não deixa a gente com tédio. Ela escreve bem e detalha de forma que nós conseguimos visualizar a cena em nossa mente.

Mas eu tenho que ser sincero, não dou muita sorte quando o assunto é literatura brasileira, é incrível. Quando eu pego um com a esperança de que goste, acabo me decepcionando de novo. Acho que esse um dos motivos mais fortes para eu não ser muito fã desse tipo de literatura. Mas essa é só a minha opinião, todos nós temos gostos diferentes assim como eu gosto de azul você pode gostar de rosa, então eu posso não ter gostado muito do livro mas você pode adorar. Então a escolha de ler ou não fica a seu critério. 

10 julho 2014

RESENHA: Delírio


Páginas: 352
Editora: Intrínseca
Autora: Lauren Oliver
Sinopse: Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?

Nota:

Em uma sociedade futura, o amor é considerado a pior das doenças. Aos dezoito anos todos os jovens devem passar pela intervenção, que é um tipo de cirurgia onde eles serão curados do Amor Deliria Nervosa (psé, eles chamam assim mesmo), em outras palavras, eles serão curados do Amor. Depois de curados, os jovens vão para a faculdade, depois de formados eles se casão e tem filhos (e tudo isso é definido pelo governo, tanto a profissão, quanto a pessoa com quem casar e a quantidade de filhos).

Nessa sociedade distópica encontramos a jovem Lena Haloway. Ela é órfã e mora com a família de sua tia em Portland. Lena Não vê o momento em que será curada do Amor, esse é o seu maior desejo, isto é, até ela conhecer Alex. Junto com ele, Lena passará a enxergar o mundo de uma maneira totalmente diferente e sentira na pele o que realmente é o Amor.

"Amor, a mais mortal das coisas mortais: mata quando você tem e quando você não tem."

Pra ser sincero, Delírio foi um pouco chatinho no começo. A Lena ficava só dizendo que a intervenção era a melhor coisa do mundo, que aquilo iria mudar a sua vida, que ela finalmente poderia ser e blá, blá, blá, isso foi bem cansativo. A estória em si fica boa depois do aparecimento do Alex. A Lena e ele começam a se encontrar, surgindo assim uma paixão entre eles, a Lena passa a conhecê-lo melhor e a enxergar o mundo de uma maneira completamente nova, ela começa a perceber que vive presa numa gaiola, cercada de regras e injustiças (ai sim a Lena se tornou uma das minhas!)

As cenas de ação do livro foram muito boas, principalmente da metade do livro pra frente. Muitos aspectos da sociedade distópica criada pela autora parecem, e são, cruéis. Em uma parte do livro, por exemplo, vemos como são as prisões para aqueles que vão contra o governo ou que não conseguem ser curados, eu só digo uma coisa, HORRÍVEL!

O final do livro foi a parte mais incrível de toda a estória, na minha opinião, simplesmente amei o final, e dou graças a Deus que tem continuação (e eu, sem futuro como sou, não comprei ainda :-p)

Uma coisa que me chamou a atenção na parte gráfica do livro foram os começos dos capítulos, cada um começa com um pequeno texto, que pode ser um poema, uma música ou até um trecho da shhh (que seria uma cartilha sobre o Amor Deliria Nervosa).

De forma geral, Delírio é um daqueles livros que, na minha opinião, só fica bom depois da página 100. Então se você começar a lê-lo e não gostar, continue, porque vai ficar melhor.

E sim, saiu um piloto de uma série baseada neste livro. O piloto está disponível no youtube (clique aqui), mas uma dica, só assista o piloto se você já tiver lido Delírio e a sua sequência, Pandemônio.

Bem, por hoje eu me despeço pessoal. Té mais.