14 outubro 2014

RESENHA: Subindo Pelas Paredes



Editora: Benvirá
Autora: Alice Clayton
Sinopse: A primeira noite de Caroline em seu novo apartamento é uma promessa de que dias – e noites – agitados virão. Ela não poderia imaginar que dividiria a fina parede do seu quarto com um cara capaz de deixar uma mulher completamente maluca na cama. Aliás, uma não Caroline já contou pelo menos três gritos e gemidos diferentes. Conviver toda madrugada com a animação do apartamento ao lado deixa Caroline ainda mais afundada na crise sexual que a acompanha há tempos. Mas ela nem sequer pode imaginar que o vizinho que ela abomina pode ser o único capaz de lhe trazer de volta seus orgasmos. Em Subindo pelas paredes, Alice Clayton mistura humor, paixão e boas doses de sensualidade, capazes de fazer qualquer uma cair de joelhos e se apaixonar.





Nota:

Fazia um bom tempo que não lia nada com um toque de erotismo. Não de forma explícita assim. Havia me saturado um pouco das histórias comuns achando todas com um toque meio repetitivo e isso acabou me fazendo evitar um pouco. Por isso que quando vi esse título, achei que não seria diferente, porém ao mesmo tempo, lendo a sinopse, achei que poderia me garantir algumas boas risadas e não me enganei.

Caroline é uma mulher independente que tem um trabalho bom e tem tudo para ter uma vida considerada perfeita. Exceto que não consegue ter um orgasmo desde a sua última transa, que foi desastrosa. Cansada de tentar, acabou se acostumando e entrando em um celibato de forma quase que forçada. A falta de sexo aos poucos a deixava mais e mais paranoica e mal humorada, tanto que quando na primeira noite em seu apartamento seu vizinho mostra que não é lá um cara muito comportado e santinho, e o ato se repete algumas noites seguidas - com mulheres diferentes gemendo a cada dia - Caroline vê sua paciência indo embora, afinal, ele parecia capaz de enlouquecer muitas mulheres, era lindo e tão arrogante quanto ela mesma. 

Não vou mentir que achei o começo do livro bem engraçado. Me garantiu boas risadas. É quente, engraçado e a Caroline narrando torna tudo mais cômico, porém conforme o livro foi passando da metade, aquele ritmo cômico e engraçado acabou aos poucos diminuindo e achei que a rotagonista ficou um pouco chatinha, ainda mais quando passou a se referir aos seus "O's perdidos" - leia-se: orgasmos - de forma repetitiva. 

Se indico? Claro. É perfeito para quem procura uma misturinha de romance, sexo e humor. Leitura de um dia ou uma tarde, afinal é um livro pequeno. Não me lembro de nenhum erro que tenha me incomodado ou que tenha atraído a minha atenção. Achei a capa bonita - apesar de a original combinar mais com a história. A minha maior tristezinha surgiu quando descobri que era uma série. Estou com tantas séries para completar que ando meio perdida mas essa eu terminarei, claro. Quero a continuação do romance entre a moça sexualmente frustrada e do Trepador de Paredes - trocadilho com o apelido que ela dá para ele por sua primeira impressão dele ser de um cara que fazia a parede do quarto dele tremer, ou seja, Wallbanguer. 

07 outubro 2014

RESENHA: O Ladrão de Crianças

Páginas: 432
Editora: Benvirá
Autor: Gerald Brom
Sinopse: Gerald Brom traz a clássica lenda do Peter Pan para os tempos atuais adicionando grandes doses de sadismo e fantasia. Aqui, Peter é um garoto meio humano, meio qualquer outra coisa, que seqüestra jovens pelas ruas de Nova York prometendo-lhes um paraíso sem adultos ou quaisquer regras. Mas, na realidade, eles nem imaginam que quem os esperam são os monstros e os mistérios da ilha de Avalon, onde é preciso ter muito sangue frio para sobreviver.

Com ilustrações do próprio autor, “O ladrão de crianças” é um romance de fantasia obscura que ao mesmo tempo encanta e assombra aqueles que seguem Peter em sua viagem sangrenta e delirante.






Nota:

Sou mais do que suspeita quando tenho que falar qualquer coisa relacionada ao Peter. Sim, me refiro ao Peter Pan. Sou tão fã do personagem criado pelo J.M. Barrie que cheguei ao ponto de falar do mesmo apenas com o primeiro nome. Como se fôssemos realmente amigos. E na minha mente desde pequena, somos sim. 

É quase impossível não sonhar e não ter vontade de sair voando por aí, afim de conhecer sereias, fadas, piratas, índios e viver grandes aventuras. Ainda mais quando somos crianças, cheias de vida e agitadas. Com a imaginação à mil que parece nos guiar. Talvez seja por isso que a história encantou e até hoje encanta a todos os que a conhecem. Seja pela adaptação cinematográfica da Disney quanto pela do diretor P.J. Hogan, dentre outras.

Quando ví esse livro dentre os da editora parceira Benvirá, logo fiquei animada. Tenho os livros da versão original e uma sequência autorizada feita pela autora Geraldine McCaughrean e adoraria ter mais um dentre eles que falasse do Pan. 

Claro, tenho que dizer que o livro é bem diferente do que estamos acostumados de Peter, mas isso não faz com que não gostemos do livro. O fato de ele ser diferente dessa forma foi o que mais me atraiu. Nele, Peter é o Ladrão de Crianças. Ele vaga pelas ruas durante à noite procurando por crianças desamparadas que estivessem dispostas a fugir de tudo e ir atrás dele, prometendo um lugar como nos sonhos de todos nós quando jovens, inspirando a confiança delas para que aceitem ir de bom grado. Mas, claro, o tal lugar não é exatamente como ele diz. É sombrio e repleto de criaturas diferentes, estranhas e muito perigoso. 

Durante a narrativa, vamos aos poucos conhecendo os personagens. Nele não temos Wendy e seus irmãos ou até mesmo a minha tão querida Sininho, porém há mais deles ali do que pensamos. Gerald escreveu uma trama incrívelmente bem elaborada, tão parecida e ao mesmo tempo tão diferente. Pegou tudo o que há de sombrio em Peter e se concentrou naquilo, transformando um conto de fadas em algo com o estilo parecido ao horror fantástico. 

Apesar de ter adorado as ilustrações do livro, que combinavam perfeitamente com os personagens e momentos - provavelmente porque foram feitas pelo próprio autor - a narrativa foi o que mais gostei. Bem escrito, detalhista sem ser cansativo e sombrio no tom certo. O final pode decepcionar alguns, porém se isso aconteceu com você, releia e reflita um pouco, que vai perceber que não poderia ter sido melhor. Indico bastante a leitura, principalmente para os fãs de mente aberta e mais velhos, claro. Porque o autor transformou uma história infantil em algo quase exclusivo para adultos.

03 outubro 2014

RESENHA: Poder


Páginas: 224
Editora: Única
Autor: Sarah Pinborough
Sinopse: Acordar uma princesa pode ser letal. Para fãs de Once Upon a Time e Grimm, a série Encantadas prova que contos de fadas são para adultos! Quando um príncipe mimado é enviado pelo seu pai para tentar desvendar os mistérios de um reino perdido, ninguém imagina os perigos que ele encontrará pela frente! Acompanhado da figura sóbria e sagaz do Caçador e de Petra, uma jovem valente que possui uma ligação muito forte com a floresta, o príncipe acaba encontrando um reino adormecido por uma estranha magia. Todos os seres vivos foram cercados pela densa mata e estão dormindo, em um sono pesado demais, que só poderia vir da magia. Mas que tipo de bruxaria assolaria uma cidade inteira e seus habitantes? E, principalmente, quem faria mal a uma jovem rainha tão boa e tão bela? A não ser, claro, que os olhos não percebam o que um coração cruel pode esconder.. Poder é o terceiro volume da trilogia Encantadas, e traz como história principal o conto da Bela Adormecida. Porém, esqueça os clichês tradicionais e se entregue a uma nova visão dos contos de fadas, em que heróis e anti-heróis precisam se unir para não perecerem a beleza superficial de princesas e rainhas egocêntricas e aos príncipes em busca de aventuras.

Nota:

Oi pessoinhas, a resenha de hoje é de nada mais nada menos que um livro incrível: Poder. Se você assim como eu é viciado em Once Upon a Time (ou "Era Uma Vez"  ¬¬ ), provavelmente irá adorar essa trilogia também que nos mostra que nem tudo acaba em "Felizes para sempre", que nos dá outra perspectiva dos contos de fada.

Esse é o terceiro e último livro da trilogia. Assim como em Veneno o foco foi a Branca de Neve e em Feitiço foi a Cinderela, em Poder a princesa que tem destaque é a Bela Adormecida mas também tem partes de A Bela e a Fera e Chapeuzinho Vermelho misturados ali como nas anteriores que tiveram até uma participação de João e Maria e Alladin.

Nesse livro, o Príncipe e o Caçador são obrigados a fazer uma perigosa jornada até a cidade perdida que está presa em uma estranha maldição. O rei e rainha esperam que com essa aventura o seu filho tenha mais "responsabilidades" - mudança que eu não notei ... 

Com o passar das páginas, se junta a eles, Petra. Uma garota muito valente e destemida que vive pela floresta com o seu capuz vermelho. Os três acabam descobrindo coisas bem importantes sobre a história.

Quando chegam na cidade eles percebem que tudo e todos estão dormindo, e depois que entram no castelo eles percebem a presença de uma bela jovem que também dorme em um sono profundo. Depois da princesa despertar todos que dormiam ali acordaram. E por um momento tudo parece bem, mas como nem tudo é o que parece (principalmente nessa trilogia) ainda acontecem muitas reviravoltas, segredos, revelados e coisas do tipo. 

Ah, quase que esqueço de dizer que nesse livro tem algumas coisas que te ajudam a entender melhor o primeiro e o segundo, alguns buracos que a autora deixou e que você deve ter percebido, são tapados nesse desfecho.

Eu particularmente gostei muito mais desse do que dos outros ele só perde talvez para Veneno (mas eu disse talvez). Achei uma pena ser uma trilogia, por mim eles poderiam fazer de todos os contos de fadas. 

Gostei bastante da escrita da autora, bem explicativa, nada maçante. Eu leria sem problemas um livro dela que tivesse mil páginas e ainda assim pareceriam apenas cem (olha o exagero aí gente kk). Ela escreve realmente bem e seguiu ótimamente a premissa. Como disse, Veneno foi meu preferido mas outros dão o título de melhor da trilogia para Poder. Que tal você ler e tirar suas próprias conclusões? Boa noite, apimentados! :*

27 setembro 2014

SERIADOS: Orange Is The New Black

Oi pessoas ^-^
Não deixem de ler sobre esse incrível seriado, cliquem em Leia Mais aqui em baixo.

14 setembro 2014

RESENHA: Amazônia - Arquivo das Almas


Páginas: 331
Editora: Ísis
Autor: Paul Fabien
Sinopse: Em um futuro não muito distante um casal de oficiais, Vitã e Helena, participaram de várias campanhas militares. Em todas as oportunidades lutam para defender a grande floresta Amazônica. Eles não imaginam que uma nova missão irá lançá-los na mais espetacular e perigosa das aventuras. O grande enigma começaria dentro da Amazônia, um lugar inóspito e assustador repleto de mistérios e grandes perigos. Após vários confrontos se deparam com as cavernas de Abisinia, na Colômbia, onde encontram a origem do verdadeiro mal e descobrem antigos segredos gravados em inscrições cuneiformes, registradas por outras civilizações pré-diluvianas.






Nota:

Boa noite, meus apimentados!!! haha Bem, como alguns de vocês já devem saber, eu não sou muito fã de literatura brasileira devido a más leituras que fiz com eles, mas esse livro me fez começar a apreciar a nossa literatura e aos poucos estou mudando de ideia.

Ele nos traz os oficiais Helena e Vitã, que são considerados os melhores majores da região da Amazônia. Ambos nem mesmo se conhecem ou trabalharam juntos antes  e são recrutados para uma missão que se dizia "Super secreta".

"Vitã sabia que um novo desafio estava prestes a surgir. Talvez... o maior de sua vida."
Página 25

Ela consistia em descobrir a origem de umas naves que estavam sobrevoando a região florestal e também o que as pessoas por trás dela pretendiam com essas visitinhas de nave pela floresta. 

"(...) há 20 dias, eles captaram acidentalmente estranhas aeronaves entrando na floresta."
Página 48

A história do livro é toda focada nisso, mas vale a pena ler pois o final é realmente surpreendente. Só não vou me aprofundar mais no conteúdo dele pois se por algum caso eu soltar um spoiler sem querem pessoas virão aqui onde eu moro e cortarão os meus dedos só para garantir que eu não tecle nenhuma resenha com spoiler de novo. ~risos~

Gostei bastante do livro, ele realmente me surpreendeu de um jeito bom e fiquei animado enquanto o lia. Gostei bastante da escrita de Fabien. Não achei que fosse conseguir terminar pois sempre que pegava algum livro brasileiro eu já começava a leitura com aquele preconceito de que o livro iria ser ruim. O que não foi o caso desse porque depois que comecei eu fiquei bem animado pois o livro é cheio de ação, coisas tecnológicas e tudo que um livro com a temática de ficção científica precisa.

Bem o que eu pude perceber sobre a escrita do autor é que ele é bem detalhista, você consegue visualizar com perfeição todos os cenários e personagens (parece mesmo que você está andando na Amazônia com um uniforme e uma arma na mão). Mas você pode notar também alguns muitos erros de pontuação, escrita e etc., mas eu fiquei sabendo que ele irá lançar (ou já lançou) uma nova edição com os erros reparados. Então, leiam e aproveitem porque é uma ótima pedida!