30 agosto 2014

RESENHA: Simplesmente Ana

Páginas: 304
Editora: Novas Páginas
Autor: Marina Carvalho
Imagine que você descobre que seu pai é um rei.
Isso mesmo, um rei de verdade em um país no sudeste da Europa. E o rei quer levá-la com ele para assumir seu verdadeiro lugar de herdeira e futura rainha… Foi o que aconteceu com Ana. Pega de surpresa pela informação de sua origem real, Ana agora vai ter que decidir entre ficar no Brasil ou mudar-se para Krósvia e viver em um país distante tendo como companhia somente o pai, os criados e o insuportável Alex. Mudar-se para Krósvia pode ser tentador — deve ser ótimo viver em um lugar como aquele e, quem sabe, vir a tornar-se rainha —, mas ela sabe que não pode contar com o pai o tempo todo, afinal ele é um rei bastante ocupado. E sabe também que Alex, o rapaz que é praticamente seu tutor em Krósvia, não fará nenhuma gentileza para que ela se sinta melhor naquele país estrangeiro. A não ser… A não ser que Alex não seja esta pessoa tão irascível e que príncipes encantados existam. Simplesmente Ana é assim: um livro divertido, capaz de nos fazer sonhar, mas que — ao mesmo tempo — nos lembra das provas que temos que passar para chegar à vida adulta.

Nota:
 
Oi? Tudo bem? Estou realmente sem tempo e minhas leituras estão demorando para concluírem e quando termino rápido...bem, não tenho tempo de fazer a resenha. Mas agora vamos ao que interessa, a resenha de um livro divertido, leve e com um toque chick lit. Sim, estou falando do livro brasileiro "Simplesmente Ana".
 
"Pena que eu não soube reconhece-lo no momento certo. Mas agora tudo está claro. Meu caminho é você".

Eu comecei a ler ele em ebook, já que gosto de sempre ter comigo algum livro digital, porque minhas bolsas/mochila sempre estão lotados de livros didáticos etc. Porém, não gosto muito de não ter o livro físico, não sentir o papel, sei lá, me irrita um pouco. Então, eis que minha mãe me presenteia com esse exemplar  e o engraçado é que eu já estava lendo. De primeira olhei para ele e pensei: temática sobre princesa? Não, obrigada. Acontece que tenho que agradecer a duas autoras que me ofereceram um novo olhar (ou talvez elas que escrevem muito bem) . Kiera Cass e Marina de Carvalho, obrigada. Eu me divertir bastante com esse livro. Simplesmente Ana não é um livro com grandes lições de vida e nem sofre pretensões de mudar alguém. É algo leve que vale a pena conferir. Basicamente a história de uma garota entrando na fase adulta e superando obstáculos de uma vida diferente.
 
"Droga, droga, droga, droga! Quero a minha vida de volta!
 
Tudo começa quando Ana ao abrir seu perfil no Facebook,, encontra uma mensagem no estilo: "Desculpe, mas acho que sou seu pai". É absolutamente claro que a vida dela muda a partir desse momento. Após descobrir que agora não era mais a plebeia do cujo, dito a dizer, vida-meramente-comum, Ana vai para Krósvia  passar um tempo com o seu pai, Alex ( pois é, tem que ter um príncipe ) e a sutil ( conseguiram ouvir o meu tom irônico?) Laika. Esse é o nome dela...
 
"Quem é Laika? A cadelinha dele?- Não consegui deixar de ser irônica".
 
 
Enfim, é isso. Se você gosta de contos de fadas, príncipe nem um pouco perfeito, uma personagem divertida e maluca ao seu modo, eu recomendo esse livro. Para quem não sabe, o segundo livro já foi lançado, o De Repente Ana. Inclusive a Larissa acabou recebendo ele e postou uma foto aqui.
 
Vocês podem acessar o meu blog aqui. Até mais!

22 agosto 2014

RESENHA: Strange Angels


Páginas: 288
Editora: Novo Século
Autora: Lili St. Crow
Sinopse: Meu pai? Um zumbi.

Minha mãe? Morreu faz tempo.
Eu? Bem... Essa é a parte assustadora.
Dru Anderson se acha estranha por mais tempo do que é capaz de se lembrar. Ela viaja de cidade em cidade com seu pai, caçando coisa que nos aterrorizam à noite. Era uma vida bem esquisita, mas boa - até que tudo explode em uma cidade gélida e arruinada de Dakota, quando um zumbi faminto arromba a porta da cozinha.
Sozinha, aterrorizada e sem saída, Dru vai precisar de cada pedacinho de sua esperteza e treinamento para continuar viva. Seres sobrenaturais decidiram ser os caçadores - e desta vez, Dru é a presa. Chance de sobrevivência? De pouca a nenhuma.
Se ela não durar até o amanhacer, acabou a brincadeira..."


Nota: 

Olá galera! Faz tempo que não apareço né? Culpa da Xirley (meu pc) que ficou de coma e no hospital esses dias (.-.).


Dru Anderson tem de 16 anos, ela vive viajando com o pai de cidade em cidade caçando 'coisas'. Mas ao chegarem a cidade de Dakota, tudo muda. Ao voltar para casa, Dru descobre que seu pai é agora um zumbi, que ela tem de matar para sobreviver. Já órfã de sua mãe há muito tempo, ela agora tem de superar perda do pai e seguir em frente com a ajuda de seu amigo gótico, Graves, e do misterioso Christopher.

Bem, só posso definir esse livro como decepcionante, eu esperava muito dele, me deixei enganar pela sinopse. Eu pensei que este seria um livro com caçadores incríveis (sou fã de Supernatural), mas não. Depois que seu pai morre, Dru fica perdida, ela tenta seguir em frente, mas na metade do livro ela acaba ficando mergulhada em pensamentos, reflexões e coisas do passado, deixando a leitra bem chatinha. A Dru é uma protagonista que não me agradou, depois de um tempo na estória ela fica suplicando, desejando que um adulto apareça e resolva os problemas dela.


"Nenhum lugar é seguro. Não mais."


E por falar em leitura, a estória se desenrola bem devagar. Para um livro desse gênero eu senti uma falta imensa de cenas de ação. E mais, a tradução esta horrível, acho que tentaram deixar o livro mais jovem, entretanto, falharam muito.

O que salva o livro são os personagens secundários, Graves é ma graça só e Christopher é ô cara fodão da estória, tirando eles, os outros personagens são bem sem graça. E o final também foi mais animado que o resto do livro, a estória deu um impulso a partir daí.

eu tenho o segundo volume aqui comigo, talvez eu leia depois, não estou com aquela baita vontade, mas talvez a estória fique melhor.

19 agosto 2014

Personagens Disney em um Apocalipse Zumbi

Pimentinhas da minha vida, como vão? *-*
Estava dando uma olhada no blog e faz tanto tempo que não postava nesse marcador que senti saudade. São resenhas e mais resenhas que os outros ficaram um pouco esquecidos, não é mesmo? 
Hoje eu trouxe algumas ilustrações da ilustradora francesa Kasami-Sensei. Ela pegou alguns personagens da Disney e tentou colocá-los no mundo de The Walking Dead. Achei que ficou super legal. Como são muitas imagens, vou escondê-las aqui, então clique em "Leia Mais" para continuar vendo as imagens. Quem eu reconhecer, vou colocar os nomes embaixo rs. 

16 agosto 2014

RESENHA: A Menina Mais Fria De Coldtown

Páginas: 384
Editora: Novo Conceito
Autor: Holly Black
Sinopse: No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair. Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown. A Menina Mais Fria de Coldtown, da aclamada Holly Black, é uma história única sobre fúria e vingança, culpa e horror, amor e ódio.

Nota:


A parte mais difícil de uma resenha é sempre o começo, ao menos para mim. Quando eu era mais nova e comecei a me aventurar em livros de ficção, abandonando os ilustrados infantis, gostava daquelas obras que listavam os mais vendidos e haviam propagandas de vários os lados. Não sei, chamava a minha atenção e eu ainda não tinha o senso crítico muito apurado e por isso amava todos. Atualmente, quanto mais o livro é falado e quanto mais o mesmo chama a atenção da mídia, mais venho fugindo deles. 

Esse livro encheu meu e-mail de mensagens. Veio como uma das maiores propostas da editora e eu me vi enrolando para o ler. Havia adorado a capa, claro, porém não sabia nem ao menos do que se tratava a história. Porém depois de um tempinho, não aguentando mais resistir a capa, decidi deixar a leitura me levar. Quando descobri que tinha como foco a palavrinha com V - e não era de vingança -, fiquei receosa. 

"Gavriel afastou-se dela cambaleando, os lábios avermelhados. Limpou a boca no dorso da mão, o sangue dela manchando-lhe a pele. Comtemplando-a por um bom tempo com algo semelhante a horror, como se a estivesse vendo pela primeira vez, ele disse: - Você é mais perigosa que o nascer do sol."
Página 150

Vampiros povoaram livros e mais livros há alguns pouquíssimos anos e chegou a um ponto em que eu praticamente havia tido uma overdose deles, então quase larguei o livro ali mesmo, mas meu orgulho foi maior. Estava gostando do que havia lido até então e não queria largar algo assim pela metade. Não tinha tido espectativas ao pegar a obra já que não sabia a história, porém ao saber da temática, enrolei mas tentei persistir na leitura e chegou há um ponto que por mais que odiasse admitir, estava adorando o livro.

Sim, adorando. Não imaginara que mais algum livro de vampiros fosse chamar a minha atenção, mas esse chamou. Não saberia dizer exatamente o quê ao certo me prendeu.

A Menina mais fria de Coldtown começa com Tana, uma garota meio durona de dezessete anos que acorda dentro de uma banheira sem se lembrar da noite anterior, apenas lembrava da festa. Não demora até ela notar que as pessoas, seus amigos e colegas que antes estavam sorrindo e se divertindo, estavam mortos. Provavelmente atacados por vampiros.

No cenário do livro, existem as Coldtowns, lugares onde a infecção "vampiresca" foi alta a ponto de erguerem muros ao redor de algumas cidades para assim controlar o surto. Essas cidades então receberam tal nome, Coldtowns - ou  cidades frias. No livro, quando alguém é mordido e está no processo de transformação, é chamado de "Resfriado" e apesar das Coldtowns e de alguns meios de sobrevivência, ainda existiam alguns ataques à humanos fora das Coldtowns (desculpa a repetição da palavra). 

"Tana afastou-se dele por um instante olhando-o com um ar sério. Ele era todo boca suculenta e olhos inundados, totalmente um belo monstro reclinando-se em almofadas de couro(...)"
Página 315

Desesperada e em choque, ao tentar fugir dali antes que o sol se ponha, encontra Aidan - seu ex-namorado bissexual e gatinho - e um estranho acorrentado a parede, que na verdade é um vampiro que veremos depois ser Gavriel. Sim, com V de Vampiro lindo arrasador de corações. Ele apesar de ser óbviamente perigoso e de deixar óbvio sua loucura e sede, ajuda Tana a fugir e quando ela fica na dúvida se está Resfriada ou não, vão juntos para a Coldtown mais próxima, ela para salvar a família e Gavriel em busca de uma vingança misteriosa.

Achei o livro bem legal. A narrativa flui muito fácil e apesar de não ser um livro pequeno e de eu ter enrolado por julgar antes da hora, é bem gostoso de se ler. Quando entrei no ritmo, foi rápido. Tana é uma jovem meio perturbada por um trauma que passou com sua mãe que havia tentado matá-la e Aidan é mimado, egoísta e no começo eu não tinha gostado nada dele. Porém a mocinha não é tão mocinha, está bem revoltada mas não achei que a personagem ficou caricaturesca nem nada. Acho que ela não foi tão carismática como normalmente as mocinhas são maaaaaaaaaaas acho que foi isso que me fez gostar dela. A menina tem um parafuso a menos, se arrisca sem pensar nas consequências. Só me irritei com a relutância dela em algumas coisas. Em aceitar certos fatos. 

Já Gavriel é o louco desde sempre. Não esconde que pode matar qualquer um e tem seus desejos, alguns mais humanos que vampirescos, específicamente voltados para Tana. Tive muitas dúvidas sobre se podia confiar nele ou não mas depois cedi aos belos olhos vermelhos dele. Ah, esqueci de falar: aqui vampiros queimam no sol e odeiam água benta. Estaca no coração e decapitação os matam. ~nada de pele de purpurina *-* ~

Foi uma boa leitura porém algo me incomodou bastante. O "amor" entre Tana e Gavriel não me convenceu em nada. Nada mesmo. Eles não passaram tempo o suficiente sozinhos para que tal sentimento crescesse. Era apenas loucura ou vazio, então quando veio um "eu te amo" fiquei pensando algo como UÓTÁFÓQUI? '----' O que quero dizer é que de certa forma, enquanto lia o livro, me iludi um pouco demais e o final me desanimou bastante, mas não foi ruim, apenas havia criado meu próprio fim em minha mente, como qualquer leitor e errei feio.

A história confusa do livro se encaixou bem legal no fim. Encontrei uns dois errinhos mas nada que incomode e curti bastante a diagramação com marcas-d'água que lembravam manchas de sangue nas páginas. O livro é uma boa pedida até mesmo para quem cansou de vampiros. 

13 agosto 2014

RESENHA: Feitiço

Páginas: 248
Editora: Única
Autor: Sarah Pinborough
Sinopse: Você se lembra da história da Cinderela, com sua linda fada madrinha, suas irmãs feias e um príncipe encantado? Então esqueça essa história, pois nesta releitura de Sarah Pinborough ninguém é o que parece. Em um reino próximo, a realeza anuncia um baile que encontrará uma noiva para o príncipe e parece que o desejo de Cinderela irá ganhar aliados peculiares para ser realizado. Contudo, não será fácil: ela não é a aposta de sua família para esse casamento real, e sua fada madrinha precisa de um favorzinho em troca de transformar essa pobre coitada em uma diva real. Enquanto isso, parece que Lilith não está muito contente com os últimos acontecimentos e, ao mesmo tempo em que seu reino parece sucumbir ao frio, ela resolve usar sua magia para satisfazer suas vontades. Feitiço é o segundo volume da trilogia iniciada com Veneno, um best-seller inglês clássico e moderno ao mesmo tempo em que recria as personagens mais famosas dos irmãos Grimm com personalidade forte, uma queda por aventuras e, eventualmente, uma sina por encrencas. Princesas, rainhas, reis, caçadores e criaturas da floresta: não acredite na inocência de nenhum deles!

Nota:

*ATENÇÃO*
Contém spoiler do primeiro livro da série, Veneno. Então, não me responsabilizo se continuar a leitura da resenha sem ter lido o primeiro.

Boa tarde, meu povo lindo! Hoje a resenha é do livro 2 da série Encantadas da Editora Única. Quem não se lembra da minha resenha toda louca do livro 1 - Veneno? (Leia a resenha do primeiro AQUI)
Fiquei toda animada com a leitura desse, claro. E mesmo não sendo fã de séries como Once Upon a Time, tenho que admitir que o livro tem uma premissa parecida.

Nele, temos Cinderela, uma jovem praticamente obcecada para fazer parte da realeza. Seu desejo é tanto que chega até a ser um pouco exagerado. Ela quer ter uma vida boa e casar com um homem rico - de preferência o príncipe.
O que a frustra é que sua madrasta, enquanto se preocupa em arrumar as próprias filhas para arranjarem um bom casamento, deixa para Cinderela as responsabilidades da casa. 

O livro começa relatando vários desaparecimentos de crianças nas florestas próximas do reino, o que remete ao primeiro livro. Nem preciso falar da velhinha na casa de doces que era avó da madrasta da Branca de Neve, né? 

Cinderela não tem muitos amigos e também não parece se importar muito com nada ao seu redor, o que sinceramente me irritou bastante. Enquanto eu havia adorado a Branca de Neve no primeiro, simplesmente não fui com a cara de Cinderela, ainda mais quando ela agia praticamente como sua madrasta: era cega para tudo, só queria subir o status social.

Vários bailes estão sendo feitos e quand surge um onde o príncipe decide encontrar sua esposa, Cinderela fica em polvorosa. Maaaaaaaaaaaaaaaas, o príncipe é ninguém menos que o - maldito - que aprisionou Branca De Neve de volta em seu caixão no livro anterior. 

Essa série é realmente um choque para os fãs dos contos pela versão Disney. As princesas estão longe de serem santinhas e tanto Cinderela quanto Branca, protagonizam cenas quentes. Porém na minha opinião, Branca foi mais "pura" do que a Cinderela já que não era tão ambiciosa, só era livre. 

A Rainha Lilith (Madrasta da Branca que eu não lembrei o nome na primeira resenha) e o caçador voltaram nesse livro e um livro se encaixa perfeitamente no outro. Na verdade o Caçador é até responsável por alguns momentos cômicos. Vale dizer que foi algo muito bem escrito e a autora prestou atenção aos detalhes. 

Nem preciso falar da capa e diagramação, não é mesmo? Já me derreti de amores por tal na primeira resenha. Foi um capricho só. Detalhes e mais detalhes. E nenhum errinho sequer, ao menos não que eu tenha notado.

E para nos deixar com aquela vontadezinha, aquele gostinho de "quero mais", temos uma prévia do terceiro livro lá no fim. 

Tenho que lembrar que é um livro adulto, então não é para todas as idades só porque tem a Cinderela, assim como o primeiro. Já estou ansiosa pelo terceiro livro. Beijão.